Nossos Historiadores

OBRAS LITERÁRIAS COMO FONTE

Literatura e história sempre andaram juntas, não é a toa que muitos leigos ainda acreditam que o conhecimento histórico é uma obra literária ficcional. Podemos reconhecer que a maioria dos escritores lançam mão da história para escrever suas obras ficcionais, como exemplo atual temos Laurentino Gomes:


Os historiadores também utilizam muitos recursos literários para escrever suas obras de análise histórica, atualmente alguns historiadores estão alçados ao posto de best-seller, pois conseguem unir em sua escrita uma análise historiográfica com uma boa escrita, podemos exemplificar com uma historiadora brasileira muito lida na atualidade, Mary del Priore:




MAS COMO UMA OBRA LITERÁRIA PODE SER UTILIZADA PELA HISTORIOGRAFIA:

O segredo da utilização de qualquer fonte historiográfica reside em que perguntas ela pode responder ao historiador. Logo, as mesmas perguntas que fizemos aos documentos no post anterior, podemos repetir às obras literárias: Quando foi escrito? Por quem? Em que contexto social? O que retrata? Qual foi a intenção do autor em escrever o livro? Realizar uma crítica? Se sim, a quem esta crítica é dirigida?
Partindo destes questionamentos podemos analisar qualquer obra literária, a partir de uma perspectiva historiográfica.

MAS CUIDADO HISTORIADORES:
As obras literárias não podem ser nunca encaradas como representação da realidade, o bom historiador pode usar um livro em sua análise, mas nunca deve tomar a mesma como realidade, pois toda obra ficcional é apenas o ponto de vista de uma pessoa, neste caso o autor, sobre o espaço-tempo em que vive.

ALGUMAS OBRAS QUE PODEM SER ANALISADAS SOB UMA PERSPECTIVA HISTORIOGRÁFICA:
Contexto: Revolução Francesa

Contexto: Meio Urbano RJ
Contexto: Sociedade açucareira
  

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